segunda-feira, 15 de julho de 2019

O VINGADOR DO ARKANSAS, Um Chucrute Western


Sauerktraut Westerns ou Westerns Chucrute era como críticos e jornalistas, pejorativamente,  chamavam os faroestes vindos da Alemanha.  Na época ainda existiam duas Alemanhas; E  esses faroestes eram realizados com  produção majoritária da Alemanha Ocidental.  A Alemanha Oriental se destacou também no gênero, com os faroestes produzidos pela estatal DECA, mas essa é outra história. O termo spaguetti western, que hoje se usa  com tanto carinho para indicar aqueles westerns vindos da Itália, na época também tinha um tom pejorativo imposto por jornalistas e críticos que abominavam o gênero. Na sua maioria feitos na primeira metade dos anos 60, o western alemão buscava mais se alinhar ao padrão americano. O exemplo mais conhecido destes filmes é a série do índio Winnetou, baseada nos livros de Karl May  e que fez sucesso no mundo todo. Foi, com certeza, com esses filmes, que Alemanha descobriu seu potencial para esse tipo de produção. As características desses filmes primavam principalmente pela alta qualidade de produção; Todos feitos em cores deslumbrantes, em cinemascope e com ares de superprodução, sempre com centenas de figurantes, câmera aberta para os magníficos cenários ( na sua maioria realizadas em países do leste europeu) e, apesar de um elenco regular,  em quase todos esses filmes tinha a presença de um ator  vindo de Hollywood. Não é o caso deste O VINGADOR DE ARKANSAS, mas as outras características estão presentes, fazendo deste um legitimo representante dos westerns chucrute, apesar de que,  como a maioria destes filmes,  tem parceria de outros países na produção. Realizado em 1964, portanto antes de Sergio Leone, mudar totalmente o cenário do western europeu, O VINGADOR DE ARKANSAS busca mostrar a conquista do oeste através de longas  caravanas cruzando as planícies, grandes ataques indígenas e a corrida do ouro, todos temas sempre presentes nos faroestes americanos. Infelizmente as versões que chegam até nós vem de downloads na internet e nunca podemos ter certeza da integridade e originalidade do que estamos vendo. Consta a existência de uma versão original com 105 minutos, lançada na Alemanha, mas a mais difundida tem 98 minutos e foi a que chegou ao mercado americano; É também a versão que apareceu disponibilizada para download em alguns sites brasileiros.

Alguns westerns produzidos na primeira metade dos anos 60, que traziam as características dos westerns feitos na Alemanha
Alguns exemplos de westerns “chucrute” dessa época; Existem muitos outros, isso sem citar todos os exemplares da série do índio Winnetou, baseada nos livros de Karl May:
A AGUIA NEGRA DE SANTA FÉ (Die Scwarzen Adler Von Santa Fé/1965)
A VINGANÇA DOS MOICANOS (Der Letzte Mohikaner/1965)
PYRAMID OF THE SUN GOD (Die Pyramide des Sonnengottes/1965) Inédito nos cinemas brasileiros
TREASURE OF AZTECS (Der Schatz der Azteken/1966) Inéditos nos cinemas brasileiros.
SETE HORAS DE FOGO (Die Letzte Kugel traf den Besten/1965)


O VINGADOR DE ARKANSAS
(Die Goldsucher von Arkansas / Alla conquista dell'Arkansas / Les Chercheurs d'or de l'Arkansas / Conquerors of Arkansas / Massacre at Marble City / Sangre en la pradera )
Alemanha/Italia/França, 1964 98 min
Direção: Paul Martin e  Alberto Cardone
Musica: Francesco De Masi (Versão Italiana) / Heinz Gietz (Versão Alemã)
Com: Brad Harris, Mario Adorf, Horst Frank, Dorothee Parker, Olga Schoberová, Dieter Borsche, Ralf Wolter, Thomas Alder, Serge Marquand, Marianne Hoppe, Philippe Lemaire, Joseph Egger, Fulvia Franco, Anthony Steel, Voyo Goric, Jan Diviš, Jaroslav Rozsíval, Jiří Holý
-Baseado no livro Die Regulatoren von Arkansas” de Friedrich Gerstäck.
-Filmado na antiga Tchecoslovaquia(hoje a Republica Tcheca) e na Iugoslávia.
 -Na trilha sonora a canção,  “Viel Gold und keine Freunde” por Ralf Paulsen. Para a versão italiana, ainda consta a inclusão da canção “Non Sparare sul cantante”, por Giulia de Mutiis.
-Distribuido nos cinemas originalmente pela Royal Filmes, em AgfaColor/Ultrascope. Não foi  lançado em VHS ou DVD e nem exibido na TV.
-Mapa mostrando a localização de grande fortuna em ouro, pertencente aos índios, provoca tensão na pequena cidade de Marble City, no Arkansas, com a chegada de caravanas de garimpeiros e de um empresário sem escrupúlos  que quer a todo custo a localização do rico filão.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

DJANGO DESAFIA SARTANA

 
DJANGO DESAFIA SARTANA
(Django sfida Sartana / Django Against Sartana  / Django Challenges Sartana / Django Defies Sartana/ E gran desafio de Django y Sartana/Django desafia a Sartana / Django défie Sartana)
Italia, 1970 97min
Direção & Roteiro: William Redford(Pasquale Squitieri)
Musica: Piero Umiliani
Com:George Ardisson, Tony Kendall , José Torres, Rick Boyd(Federico Boido), Tania Alvarado, John Alvar, Bernard Faber,  Adler Gray, Rick Boyd (Federico Boido), Salvatore Billa, Fulvio Mingozzi, Augosto Pesarini, Mirella Pamphili, Claudio Trionfi, Doro Corra, Fortunato Arena, Pasquale Squitieri, Freddy Unger
-Apresentação original nos cinemas pela Condor Filmes, em Eastmancolor.
-Após o linchamento de seu irmão, acusado de roubar bancos, Django acha que  Sartana é  o culpado, mas  ao descobrirem  o verdadeiro culpado  se unem para lutar contra ele.
-Na trilha sonora a canção, "They Called Him Django" por John Balfour; Essa canção havia sido usada anteriormente no filme O FILHO DE DJANGO(1968).
-Lançado em VHS pela Reserva Especial, com o titulo DJANGO X SARTANA. Em DVD, saiu pela Flashstar, com titulo original dos cinemas. A observar que o filme DJANGO E SARTANA ATÉ O ULTIMO SANGUE(Django e Sartana...All’ultimo Sangue/1970), foi lançado em VHS pela Reserva Especial( e depois em DVD, pela New Way Filmes) com o titulo DJANGO DESAFIA SARTANA; Atenção prá evitar  essa confusão, mesmo porque os dois personagens também estão, ainda em outro filme, DJANGO E SARTANA NO DIADA VINGANÇA (Arrivano Django e Sartana...é la fine/1970).

quarta-feira, 15 de maio de 2019

POUCOS DOLÁRES PARA DJANGO


 
POUCOS DOLÁRES PARA DJANGO
(Pochi dollari per Django / A Bullet for You / Alambradas de violência / A Few Dollars for Django / Some Dollars for Django / Drango/ Django kennt kein Erbarmen / Quelques dollars pour Django / Bravo Django / E venne un gringo)
Italia/ Espanha, 1966 85 min (87 min)
Direção:Leon Klimovsky e Enzo G. Castellari
Musica: Carlo Savina
Com: Anthony Steffen (Antonio De Teffè), Gloria Osuna,  Frank Wolff, Thomas Moore (Enio Girolami), Joe Kamel (Giuseppe Frisaldi), José Luis Lluch,  Tomás Zalde( José Luis Zalde), Alfonso Rojas, Angel Ter, Sandalio Hernández, Enzo Castellari, Alfonso de la Veja, Joaquin Parra, Ángel Menéndez, Félix Fernández
-Apresentação original nos cinemas pela Famafilmes, em Technicolor/Techniscope.
-Na  trilha sonora a canção "There Will comes a morning", cantada por  Don Powell,  é uma das mais lembradas trilhas do western spaguetti.
-Caçador de Recompensas, que está em busca de um famoso criminoso e assaltante,  assume a identidade de xerife assassinado em cidade onde existe uma disputa sangrenta entre fazendeiros e criadores de gado. Ele acaba descobrindo que ele vive ali com sua filha e está envolvido na briga pelas terras da região.
-Lançado em VHS, pela Reserva Especial, com o titulo de cinema. Saiu fotoquadrinizado  na revista Ringo Nº 7(1971, Rio Gráfica Editora) com o titulo DISPUTA SANGRENTA.
-Foi a estréia não-oficial do diretor Enzo G.Castellari (Mate todos eles e volte só, Keoma). O argentino Klimovsky, assinou a direção apenas para o filme se beneficiar da lei espanhola, referente a impostos.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

OS 7 PISTOLEIROS


OS 7 PISTOLEIROS
(7 Magnifique pistole/ Seven Guns for Timothy / Seven Magnificent Guns / Siete pistolas para Timothy/ Sette magnifiche pistole/ Seven Magnificent Pistols / Sancho - Dich küsst der Tod / ...e Benson imparo' ad uccidere / Les sept colts du tonnerre)
Espanha/Italia, 1966 102 min(89min)  
Direção: Rod Gilbert(Romolo Guerrieri) 
Musica: Gino Peguri
Com :Sean Flynn , Evelyn Stewart (Ida Galli), Fernando Sancho, Daniel Martín, Spean Convery (Spartaco Conversi), Frank Oliveras, Poldo Bendandi, Rafael Albaicin, Tito Garcia, William Conroy, Francisco Gabarre, Antonio Almorós, Silvana Bacci, Ivan Bastia, Osvaldo Genazzani, Maruska Rossetti, Anita Todesco
-Apresentado nos cinemas brasileiros, pela Max Hirsh Filmes,  em Cinemascope/Technicolor. 
-Na trilha sonora a canção  "Cavalca cowboy" cantada por  Los Marcellos Feral. 
-Realizado a partir de história de Alfonso Balcazar, diretor de filmes como Clint, O Solitário e O Homem da Pistola de Ouro.
-Quadrilha de bandidos mexicanos, que dominam uma cidade da fronteira, assaltam uma mina e matam todos que trabalham ali. O jovem dono do local, incapacitado de lutar contra eles, envia um emissário para reunir grupo de pistoleiros que poderão fazer frente aos bandidos.


sábado, 16 de março de 2019

OS IRMÃOS SISTERS

Pode não parecer, mas esse é realmente um eurowestern. Somente o elenco é americano.  É uma produção toda realizada na Europa e por europeus. Confira só a lista de países envolvidos: Espanha, Romênia, Belgica, muito de França e um só pouquinho de EUA. Todo filmado na Europa, utilizando-se, principalmente, da Espanha para as filmagens em exteriores; Sendo que Almeria e Tabernas, regiões onde foram realizados tantos westerns ítalo-hispânicos, aparece com destaque na lista de locais de filmagens. Evidentemente, tem muito pouco da estilização daqueles velhos westerns, mas bebendo na fonte dos faroestes clássicos  é um filme com muita ação, cavalgadas, mortes e aquela ambivalência que permeava os “heróis” característicos dos  eurowesterns. Alías, talvez o estudo desses personagens tão diferentes entre si – e ao mesmo tempo, tão iquais – seja o ponto forte do filme e o que levou a ser exibido na mostra competitiva da 75ª edição da La Biennale Di Venezia, o que não é comum ao genêro western. E, ainda, recebeu prêmios significaticos como quatro Cesars(Fotografia, Direção, Cenografia e Som) e três Lumiere(Filme, Diretor e Fotografia), que são, na França, o equivalente ao Oscar.

A disparidade entre os anseios e desejos  de cada um dos irmãos é visível; Enquanto o mais velho Eli(John C. Reilly) é comedido,  tem crise de consciência e sonha pegar o dinheiro ganho e viver um futuro tranquilo, o mais jovem, Charlie(Joaquin Phoenix),  é irrequieto, insensível, baderneiro e seu sonho é assumir uma posição de poder, matando o seu chefe, o misterioso Comodoro(papel sem falas de Rutger Hauer). O que os une? A violência de sua trajetória; A partir da morte do pai, pelo que é sugerido, morto pelo próprio Charlie, se tornam assassinos profissionais e ambos, implácaveis, ciosos do que fazem. Sua missão é caçar Hermann Kermit Warm(Riz Ahmed), um explorador que tem uma formula química, que facilita a garimpagem do ouro. Se preciso os dois irmãos tem tortura-lo para faze-lo revelar a formula; No entanto, só Charlie sabe disso. O outro personagem de destaque é John Morris(Jake Gyllenhaal), um detetive que também trabalha para o Comodoro, mas acaba se aliando a Hermann. Interessante é que o que move o filme é a jornada dos personagens, de todos eles. Já o objetivo final acaba por se tornar secundário; Tanto que quando os personagens se encontram o filme perde um pouco o pique.

“The Sisters Brothers” foi baseado no livro do autor canadense Patrick DeWitt  e teve seus direitos para filmagem adquiridos por John C. Reilly em 2011. Reilly além de ator do filme é também um dos produtores, mas o roteiro foi feito pelo diretor Jacques Audiard - ao lado de Thomas Bidegain -  que tomou para si a ousadia de fazer um western de qualidade, com um alto orçamento (38 milhôes de dólares), numa época que não há muito interesse no genêro, tanto de produtores/distribuidores quanto de publico. O que, parece, se confirmou com a renda de apenas 7 milhões de dólares conseguida nos EUA. Mas o valor investido deve ser recuperado em exibições através do mundo, streaming, mídia física e venda para TVs. O titulo em inglês brinca com as palavras  - uma tradução literal seria Os Irmãos Irmãs – e a primeira idéia que passa é de uma grande comédia; Não é o caso. No entanto o filme tem lá seus momentos bem humorados, como  quando Eli descobre o que é uma escova de dentes ou quando se depara com uma instalação interna de sanitários em um hotel de São Francisco; Lembre se que a história se passa no Oregon de 1950. Ou mesmo quando dá uns murros em um defundo, em seu funeral,  prá se certificar que ele realmente está morto.

Enfim, um western dos bons e que vale realmente a pena ser visto.
 

 OS IRMÃOS SISTERS
(Les Frères Sisters / The Sisters Brothers / I fratelli Sisters )
França/Espanha/Romenia/Belgica/EUA, 2018
Direção:Jacques Audiard
Musica: Alexandre Desplat
Com: John C. Reilly,  Joaquin Phoenix,  Jake Gyllenhaal , Riz Ahmed, Rebecca Root, Allison Tolman, Rutger Hauer, Carol Kane, Patrice Cossonneau, Zac Abbott , David Gasman
-Lançado em Setembro/2018, na França e em Outurbro/2018, nos EUA, esteve anunciado para ser lançado nos cinemas brasileiros, mas foi cancelado.
-Primeiro filme em língua inglesa do diretor  Jacques Audiard, que já fez filmes como FERRUGEM E OSSO, DHEEPAN:O REFUGIO e DE TANTO BATER MEU CORAÇÃO PAROU.
-Totalmente filmado na Europa em lugares como  Calugareni e Bucharest( Romenia), Aragón, Navarra e Almería (Espanha) e  Gironde(França).
-Os Irmãos Sisters, são dois pistoleiros contratados para capturar um  explorador de ouro que desenvolveu uma maneira revolucionaria de garimpar. Nessa caçada, vários acontecimentos  transformam seus objetivos.
-Baseado no livro do autor canadense Patrick DeWitt , cujos direitos eram do ator John C. Reilly desde 2011, e ele, inclusive, aparece como co-produtor do filme.
- Exibido na mostra competitiva da 75ª edição da La Biennale Di Venezia e premiado na França com quatro Cesars(Fotografia, Direção, Cenografia e Som) e três Lumiere(Filme, Diretor e Fotografia). E na Trilha Sonora tem Alexandre Desplat, que já ganhou dois Oscars (A FORMA DA AGUA e O GRANDE HOTEL BUDAPESTE).
-Com  um orçamento de 38 milhões de dólares, rendeu inicialmente apenas 7 milhões de dólares.

segunda-feira, 4 de março de 2019

A QUADRILHA DE JAIDER

Este western nunca foi exibido, nem lançado no Brasil, até onde eu sei. Graças a colecionadores e a internet, hoje podemos assisti-lo, ainda bem. Bom, ainda bem em termos, não é? Assistindo-o, entendemos o porque deste ineditismo no Brasil;  Realizado em 1973, é um dos westerns daquela fase final dos westerns europeus e isso aparece em cada momento do filme. Enfadonho e confuso, tudo que transparece durante o filme é como nomes como Geraldine Chaplin, Eduardo Fajardo ou mesmo William Berger, se envolveram em um projeto como esse. Chaplin é Katie Elder, um nome lendário no oeste (lembram-se do ótimo OS FILHOS DE KATIE ELDER, 1965, direção de Henry Hathaway e estrelado por John Wayne e Dean Martin?) e William Berger é Doc Holliday(outro verdadeiro mito do oeste, personagem do famoso duelo do O.K.Corral, já registrado em dezenas de filmes), mas nenhum dos dois, nesse filme, tem alguma coisa a ver com a mitologia dos personagens, já contadas outras vezes. São apenas dois vigaristas que os produtores e roteiristas, acharam por bem, dar-lhes o nome destes personagens famosos. Na verdade, são só coadjuvantes na história de cinco bandidos, expulsos da Baviera alemã, depois de anos na prisão, e que imigram para a América, onde tentam continuar sua trajetória facínora; Depois de matar  meio que acidentalmente um índio (aí temos, o primeiro tiro do filme), acabam em um vilarejo perdido do oeste. Tudo sem muito nexo, se tornam desafeto do xerife local e de um homem poderoso que domina o lugar, mas ganham as graças do pistoleiro Doc Holliday, que os convence a assaltar o banco local, que por estranho que pareça, dado a pequenez do tal vilarejo, guarda uma fortuna e tem como guardas dois vigilantes mostrados como grandes pistoleiros, mas que são tombados nos primeiros disparos, momento que, aliás, nem é mostrado no filme. Faço aqui a ressalva: existe a possibilidade de que a versão que eu vi, possa ter sido remontada ou editada, não creio nisso; No entanto, consta que são 95 minutos na versão original e a versão disponível na internet, a que assisti,  tem 89 minutos. Voltando ao filme, é claro, que tudo é um plano de Holliday e Elder, que querem o dinheiro, se livrando dos rapazes. Estranho ver Holliday, assistindo a toda a ação do assalto, encostado em um carroça, sem mover-se...  Eles quasem conseguem seu intento, mas um dos rapazes chamado El Beato, tinha ficado fora do plano –não consegui entender porque- dá fim aos dois meliantes.

LA BANDA DE JAIDER ou VERFLUCHT DIES AMERIKA foi uma co-produção entre Espanha e Alemanha, filmada em Colmenar e Rascafria, em Madrid, Espanha e além de western pode ser visto como um relato sobre as agruras da imigração europeia para a  América no século 19, sem muito efeito porque se trata de bandidos. O filme foi lançado na Alemanha em 1973 e na Espanha só em 1975. O diretor alemão Volker Vogeler(1930-2015), ainda iria dirigir em 1975 o western EL VALLE DE LAS VIUDAS/VALLEY OF THE DANCING WIDOWS, também nunca exibido no Brasil.
 
 
A QUADRILHA DE JAIDER (Nome não oficial/Apenas uma tradução...)
(Verflucht, dies Amerika/ La banda de Jaider/ Jaider's Gang/ Yankee Dudler)
Alemanha/Espanha, 1973  95min
Direção:Volker Vogeler
Musica: Luis De Pablo
Com: William Berger, Geraldine Chaplin, Arthur Brauss, Francisco Algora, Sigi Graue, Joaquín Rodríguez, Fred Stillkrauth, Eduardo Fajardo, Roberto Font, Tito García, Luis Barboo, Angel Alvarez, Fernando Bilbao, Frank Braña, Xavier Larra, Kiti Manver, Fernando Sánchez Polack, Julián del Monte, Ketty de la Cámara, Alfonso de la Veja, Julio Monje, Antonio Padilla, Pardo, Kinoto, Dan van Husen, Alicia Sánchez
-Filme inédito no Brasil. Não foi exibido nos cinemas e TV  e nem lançado em VHS, DVDs ou outras mídias.
-Filmado em Colmenar Viejo e Rascafría, Madrid, Espanha.
-Expulsos da Europa, cinco meliantes vão parar em um pequeno vilarejo do oeste, onde encontram dois mitos do oeste, Doc Holliday e Katie Elder e são recrutados para um assalto milionário.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

REBELIÃO DOS BRUTOS

Até agora nesse meu blog sobre western europeus, não tinha postado nada sobre esse filme. Isso porque, pessoalmente, nunca considerei esse um western; No entanto, pela época em que foi feito, pelo elenco e equipe é inegável, a influencia da estética do spaghetti western nesse filme. Aproveitando que ele apareceu recentemente disponibilizado na Net, com boa qualidade, resolvi adiciona-lo ao blog. Mesmo porque tenho postado tantos outros filmes que tem menos de spaguetti western do que esse.

No final dos anos 60, o western feito na Italia e adjacências, enfrentava seus primeiros sinais de declínio e buscava novas opções. Tanto que ali surgia a veia cômica dos westerns, com Terence Hill e Bud Spencer e seus Trinitys, por exemplo.  Os chamados Zapata Westerns, também eram uma opção, que já vinha sendo experimentada a algum tempo. Esses eram westerns que retratavam, principalmente, a revolução mexicana e eram carregados de tons políticos, tão caros aos diretores italianos da época; Esses elementos estão em filmes como GRINGO(1966), QUANDO OS BRUTOS SE DEFRONTAM(1967), OS VIOLENTOS VÃO PARA O INFERNO(1968), TEPEPA(1968), UMA DUPLA DE MESTRES(1972) e muitos outros. E daí, surgiu a idéia da realização de um filme de cangaceiros. O cangaço brasileiro, que pode ser visto como uma rebelião contra o poder dos coronéis e governantes da época,  se tornou conhecido no mundo graças ao grande sucesso de O CANGACEIRO(1953), realizado pela Vera Cruz, mas distribuído internacionalmente em mais de 80 paises, pela Columbia Pictures; E ainda hoje é considerado o filme brasileiro de maior sucesso internacional de todos os tempos. Glauber Rocha, que já estava entre os mais cultuados, internacionalmente,  diretores brasileiros de então, também deu sua contribuição ao tema em DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL(1964) e O DRAGÃO DA MALDADE CONTRA O SANTO GUERREIRO(1969), dando ênfase a ideia de critica politica ao cangaço.

Assim surgiu REBELIÃO DOS BRUTOS,  um verdadeiro filme de cangaceiros “a italiana”.  Com o mérito de ter se valido de filmagens em locações brasileiras, precisamente em Salvador, Bahia, não se usou no filme nem técnicos, nem elenco nacional, a exceção de Mario Gusmão(1928-1996), um ator baiano, que esteve em vários filmes de Glauber Rocha e,  também, uma improvável e fulgida ponta de Baby Consuelo, como a ajudante do velho eremita. As filmagens foram em 1969 e o filme foi lançado em 1970. No Brasil, apenas em 1973. É claro que a critica torceu o nariz na época, aliás como fazia com todos os westerns europeus, mas hoje é possível ver que o filme tem boa qualidade, tanto técnica,  como cênica e artística , além do que preserva, de certa maneira, os nossos mitos do cangaço nordestino. Merece, com certeza, uma revisão.


REBELIÃO DOS BRUTOS
(O' Cangaceiro /The Magnificent Bandits/ Viva Cangaceiro/ Le Cangaçeiro/ Cangaceiro – Gerillabanditen/ O Lampião)
Italia/Espanha, 1969  102 min
Direção: Giovanni Fago
Musica: Riz Ortolani
Argumento: Tomas Millian, Antonio Troiso e Giovanni Fago
Roteiro: Bernadino Zapponi e  José Luis Jerez
Fotografia: Alejandro Ullo
Produtor: Salvatore Alabiso
Elenco: Tomas Milian , Ugo Pagliai , Eduardo Fajardo, Howard Ross (Renato Rossini), Leo Anchóriz, Jesús Guzmán, Alfredo Santacruz, Claudio Scarchilli, Quinto Gambi , Aldo Gasparri, Mário Gusmão, Goffredo Unger, José Carlos, Bernadete Dinora de Carvalho , Irio Fantini, Bob Leo, M. De Moura
-O Diretor Giovanni Fago, já havia dirigido dois westerns, ambos de 1968,  MAIS UM PARA O INFERNO(Uno di più all'inferno)  e  PISTOLEIROS EM CONFLITO(Per 100.000 dollari t'ammazzo), neste ultimo usando o pseudônimo de Sidney Lean.
-Na trilha sonora composta por Riz Ortolani, estão as canções “Mulher Rendeira”, que está em praticamente todo o filme sobre cangaço (algumas fontes a dão como composta pelo próprio Lampião) e “Vou Caminhando”, cantada por Tomas Milian.
-Filmado no Brasil, principalmente em Salvador.
-Pacato sobrevivente de um massacre é convencido por um místico ermitão, que ele tem uma missão redentora. A partir daí, acompanhado por um grupo de rebeldes, ele sai pelas áridas terras nordestinas, cumprindo sua missão justiceira. Até que tem de enfrentar um poderoso e ambicioso governante local.
-Lançado no Brasil em 1973, pela Famafilmes. Não tenho conhecimento do lançamento desse filme em home vídeo no Brasil.

domingo, 23 de dezembro de 2018

DESENTERRANDO SAD HILL


Passados mais de 50 anos, as locações onde foram rodadas cenas do clássico spaguetti western TRÊS HOMENS EM CONFLITO(Il buono, il brutto, il cativo/1966), se perderam e foram tomadas pela recomposição do solo e pelo crescimento da vegetação nativa daquelas regiões da Espanha, onde o filme foi feito. No You Tube, pode-se assistir um pequeno documentário ( https://www.youtube.com/watch?v=yjDBUL_zhqs ) muito bem feito, que mostra como estão, hoje todos esses lugares que foram usados como locações. Mas o que poderia acontecer se um grupo de fãs, resolvessem desencavar, no seu local original,  um dos principais cenários usados no filme? Bem, isso aconteceu e está registrado no ótimo documentário  DESENTERRANDO SAD HILL(Sad Hill Unearthed/2017). Uma produção espanhola, dirigida por Guillermo de Oliveira, que relata toda a epopeia de um grupo de amigos e fãs do filme, que localizaram e resolveram, desenterrar e recriar, o cemitério onde se desenrola a cena final, a cena do duelo triplo, em  TRÊS HOMENS EM CONFLITO.

O grande publico mundial conhece parte da cena, não só pelo filme, mas também a partir do uso dela pelo grupo de rock Metallica, na abertura de seus shows, com a cena em que Eli “o feio” Wallach, corre entre os milhares de túmulos do local, em busca daquele que em que está enterrado um tesouro, ao som de “Ecstasy of Gold”, que faz parte da trilha sonora composta por Ennio Morricone...  Não atoa, James Hetfield, vocalista e líder do famoso grupo de rock, foi um dos grandes incentivadores do projeto e aparece em vários depoimentos ao longo do documentário. Não só ele, mas o diretor Joe Dante, o compositor Ennio Morricone, o editor de TRÊS HOMENS EM CONFITO, Eugenio Alabiso, e até Clint  “o bom” Eastwood, aparecem dando os seus depoimentos sobre essa cena final do filme e também sobre o projeto desses jovens visionários espanhóis.
 

Pois bem, o que acontece é que esse grupo de jovens estudantes e fãs espanhóis  do filme, localizaram em Mirandilla Valley, Burgos, Espanha, as locações do cenário construído para a realização da cena do final, o cemitério de Sad Hill, com sua área central em circunferência , cercada por cinco mil cruzes. O cenário ainda estava lá, mas enterrado por cerca de 20 cm de terra e vegetação. David Alba, Diego Montero, Joseba Del Valle e Sergio Garcia, fundadores da Sad Hill Cultural Association, se propuseram então, com o propósito de comemorar  o 50º aniversário do filme, a desenterrar  e a reconstruir todo o cenário original. Um grande propósito, mas laborioso. De inicio só eles tocaram o trabalho, mas através das redes sociais convocaram os fãs do filme e tiveram uma ótima resposta; A cada final de semana, voluntários de várias partes da Europa, se propuseram a ajuda-los. Uma coisa linda. “....A necessidade de fazer parte de algo eterno.”- como diz o diretor Joe Dante em seu depoimento .

Todo esse trabalho se prolongou por dois anos e culminou com a reunião comemorativa dos 50 anos do filme e de todo o trabalho de restauração do cenário. Tudo devidamente registrado  nesse magnífico documentário. Emocionante, em vários momentos, um balsamo para todos nós, fãs do spaguetti western!

“Tem que ser a natureza humana, sabe, você é atraído por um motivo. Algo que impactou sua vida. E a jornada até esse lugar é quase tão importante quanto chegar lá. Apenas o fato de você estar em uma missão para fazer algo...” – James Hetfield

Distribuido internacionalmente em streaming, via Netflix. Deve estar disponível na programação do canal.

DESENTERRANDO SAD HILL
Sad Hill Unearthed
Espanha, 2017 86min
Direção: Guillermo Fernandez de Oliveira
Musica: Zeltia Montes
Depoimentos e presenças: Peter Frayling, Ennio Morricone, Clint Eastwood, Eugenio Alabiso, James Hetflied, Joe Dante, Sergio Leone (fotos de arquivo), Álex de la Iglesia,  Sergio Salvati, Joseba del Valle, David Alba Romero, Sergio García Hernández, Diego Montero,  Stephen Leigh,  
Daniel Jeffery, Carlo Leva
Produção:Companies: Zapruder Pictures , Netflix

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

FRANCO NERO, Django Forever...

Entrevista de Franco Nero, nos Extras de um dos DVD's de DJANGO lançados no Brasil
Enquanto alguns atores querem “esquecer” ou até mesmo renegam suas participações nos Spaguetti-westerns, é muito bom ver um nome de peso na indústria, como FRANCO NERO, não só enaltecer estes  filmes que fez, mas estar disposto até a fazer mais.

Varias Faces de um Grande ator
Ele nasceu Francesco Clemente Giuseppe Sparanero, em 1941, na cidade italiana de San Prospero Parmense(Parma). Um italiano “vero”.  Reza a lenda que foi  descoberto por John Huston quando  fez A BIBLIA...NO PRINCIPIO(1966), mas a verdade é que quando fez esse filme, já tinha em seu currículo mais de dez filmes feitos, inclusive quatro westerns, dentre os quais, DJANGO(1966),  que seria marca registrada por toda a sua extensa carreira. Uma carreira que hoje tem mais de 200 trabalhos, com alguns dos maiores diretores de nosso tempo: Luis Buñuel, Rainer Werner Fassbinder, Claude Chabrol, Sergey Bondarchuk, Michael Cacoyannis, Elio Petri, Marco Bellocchio e muitos, muitos outros. Ainda em intensa atividade, tem pela frente projetos como DJANGO LIVES!, que seria uma terceira sequencia do seu mais famoso filme e KEOMA RISES, com direção de Enzo G. Castelari, filme que daria sequencia a outro grande sucesso no genêro, feito por ele em 1976.  Em 2012, o diretor Quentin Tarantino, um grande fã do DJANGO original fez uma releitura do personagem no filme DJANGO LIVRE e não esqueceu de Franco Nero, que faz uma participação no filme interpretando um personagem chamado  Amerigo Vassepi. Também em 2012, ele atuou aqui no Brasil, no filme A MEMÓRIA QUE ME CONTAM, da diretora Lucia Murat. Paralelo a toda sua  carreira cinematográfica, Franco Nero, também ainda se dedica obras humanitárias. Hoje é um dos últimos ícones vivos daquele resplandecente cinema italiano dos anos 60 e 70 e que se orgulha do seu começo lá nos poeirentos (ou lamacentos, no caso de DJANGO) westerns à italiana.  
 
Nos Recortes de Jornais, alguns dos filmes aqui citados...
 
Confira os western que participou:
# 5 PISTOLAS COM SEDE DE SANGUE(1965)
# DJANGO(1966)
# TEMPO DE MASSACRE(1966)
# ADEUS, TEXAS(1966)
# O HOMEM, O ORGULHO, A VINGANÇA(1967)
# OS VIOLENTOS VÃO PARA O INFERNO(1968)
# COMPANHEIROS(1970)
# UMA DUPLA DE MESTRES-VIVA A MORTE...TUA(1971)
# RÁPIDOS, BRUTOS E MORTAIS(1973)
# PRESAS BRANCAS(1973)
# DESAFIO AO LOBO BRANCO(1974)
# CONFUSÃO EM PARAISO CITY (1975)
# KEOMA(1976)
# DJANGO-A VOLTA DO VINGADOR (1987)
# JONATHAN E O URSO(1994)
# DJANGO LIVRE(2012)

Clique no nome do filme e seja direcionado à postagem original, deste blog.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

FEDRA WEST


Norma Bengell(1935/2013) foi a grande estrela do cinema brasileiro, nos anos 60. Ela começou já arrasando, quando fez Bêbê, uma perfeita imitação de Brigitte Bardot, em O HOMEM DO SPUTINIK(1959), comédia com Oscarito. Mas seu grande salto foi em OS CAFAJESTES(1962), onde protagonizou um ousado nu frontal  capitaneada pelo diretor Ruy Guerra. E olha que ela esteve em O PAGADOR DE PROMESSAS, também de 1962 e que levou a Palma de Ouro no Festival de Cannes. E foi a partir da co-produção(Brasil/EUA/França), SÓCIO DE ALCOVA(1963), que ela se lançou no mercado internacional, estrelando vários filmes(MAFIOSO/1962, O HOMEM DE TOLEDO/1965, O PLANETA DOS VAMPIROS/1965), inclusive dois spaguetti-westerns OS CRUÉIS(1966) ao lado de Joseph Cotten e IO NON PERDONO...UCCIDO(mais conhecido como FEDRA WEST/1968) e que nunca teve um lançamento no Brasil. Coisa muito estranha, não só por ser um filme estrelado por uma atriz brasileira que estava em evidencia no mercado internacional, mas também por ser um bom filme. Um filme de qualidade, segundo os que o assistiram.


FEDRA WEST tem seu argumento baseado na lenda grega de Phaedra, a mulher de Theseus, que se apaixona por Hyppolitus, filho de Theseus, impelida por uma vingança da deusa Afrodite.  Na história deste western Norma é Fedra/Wanda, uma mulher de origem humilde casada com um poderoso rancheiro mexicano, Don Ramon, que tem um filho chamado Stuart, que depois de terminar seus estudos em medicina, volta para casa. Sem nunca ter aceitado o novo casamento de seu pai, acaba tendo um relacionamento amoroso com sua madrasta e, é claro, tudo levando a um final trágico. Filmado na região de Almeria, na Espanha, tem todos os ingredientes de um bom western, a italiana, porque até a tragédia final, Don Ramon ainda tem de combater um bando de ladrões que vem lhe surrupiando gado. E isso dá margem a uma boa dose de ação. A ótima trilha sonora Piero Piccioni, também não nos deixa esquecer,  em seus acordes que aqui temos um legitímo spaguetti western. Aliás, o diretor espanhol Joaquín Luis Romero Marchent(1921/2012) nesta época já era um veteraníssimo diretor de westerns, gênero que já militava desde 1955, quando realizou EL COYOTE. Até então já tinha realizado, entre outros,  filmes como POR UM PUNHADO DE PRATA(1963), OS 7 DO TEXAS(1964) e SETE HORAS DE FOGO(1965).

No elenco James Philbrook(1924/1982) faz o rancheiro Don Ramon. Phillbrook nunca teve realmente um ponto alto na sua carreira. Trabalhou muito na TV,  mas foi na Europa que esteve mais ativo, principalmente em westerns como SARAVAIDA DE BALAS(1965), O FILHO DO PISTOLEIRO(1965) e UMA BALA É TEU PRÊMIO(1967). Já Simon Andreu(nascido em 1941), que faz o jovem Stuart,  tem uma longa e eclética filmografia, estando  em atividade até hoje. Ele esteve em westerns como A QUADRILHA DA FRONTEIRA(1971)  e  O PRÊMIO DE UM CANALHA(1973). Uma curiosidade é a participação de um(a)  certo  Mercedes Alonso(1913/2013)  na edição deste filme; Ao que parece (segundo o IMDB)  apenas um homônimo da bela atriz espanhola, que nasceu em 1940. Talvez pela alta carga dramática, tão insólita em westerns, alguns críticos e aficionados, veem neste filme uma homenagem ao clássico DUELO AO SOL(1946),  clássico western produzido por David O. Selznick e dirigido por King Vidor, principalmente, quando se leva em conta o clímax de ambos os filmes, que se desenrola em um deserto. A se conferir.

FEDRA WEST
Outros títulos: Io non perdono... uccido/I Do Not Forgive... I Kill! /Phaedra West/Eu não perdôo... mato! / Pas de pardon, je tue
Itália/Espanha, 1968  90 min
Direção: .J.L.R. Marchent (Joaquin Luis Romero Marchent)
Argumento & Roteiro : J.L. Romero Marchent, Giovanni Simonelli, Victor Auz, J.L. Hernandez Marcos, Bautista Lacasa
Musica: Piero Piccioni
Produtor: Jose Luis Jerez
Elenco: James Philbrook , Norma Bengell, Simón Andreu , Luis Induni, Emil C. Caba , Mary Silva (Maria Silva), Alfonso Rojas, Maria Clementina Cumani Quasimodo, J.R. Solis (Joaquín Solís ), Anthony Padilla(Antonio Padilla), Ralph Fernandez, Alvaro de Luna, Angel Ortiz, Alfonso de la Veja, Rafael Vaquero, Carlos Romero Marchent, Javier Maiza, Juan Antonio Rubio, Giancarlo Bastianoni, Angelo Angeloni, Angel Aranda

Trailler
https://www.youtube.com/watch?v=cB5o6UwgW9E

Musica
https://www.youtube.com/watch?v=fwulZ91hAZs

terça-feira, 27 de novembro de 2018

FIGURINHAS FAR-WEST, uma preciosidade de 50 anos

Foi por volta de 1967/1968, que uma editora chamada Edições Recreio, de São Paulo, lançou este álbum. Diferentemente da maioria das propostas da época, não foi um álbum que dava direito a prêmios. A proposta era agradar o grande numero de amantes do faroeste. Vale dizer, que uma iniciativa como essa nunca vi se repetir; Pelo menos não tenho conhecimento de outro álbum no genêro. Na época o “spaguetti-western” estava no auge nos cinemas, bem como as séries de westerns na TV e, também, os velhos e grandes faroestes americanos que passavam direto na Matinê Especial diária da extinta TV Tupi. Moleque ainda fiquei extasiado com esse álbum e foi com a ajuda de meu saudoso avô que conseguimos completar dois desses álbuns. Um ficou com ele e  o outro comigo. Uma raridade. Pesquisando na internet vi vários desses álbuns. Não vi nenhum completo como o que apresento aqui. Assim resolvi escanear todas as páginas e fazer uma postagem para aqueles que não conhecem essa preciosidade. É verdade que ao conferir todos os cromos vemos alguns com legendas erradas e outros com uma proposta informativa bem simplória, mas é  muito, muito legal a ideia do projeto. Aqui estão as 32 páginas, mais as capas.













#Em vários pontos notam-se inscrições a lápis. São pessoais e feitas a mão, tentando identificar a quais filmes pertenciam o referido cromo...

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

DEUS CRIOU O HOMEM E O HOMEM CRIOU O COLT : Shakespeare no Oeste

DEUS CRIOU O HOMEM E O HOMEM CRIOU O COLT
Outros Titulos: Johnny Hamlet /Django - Die Totengräber warten schon/The Wild and the Dirty /To Kill or Not to Kill? /Johnny el vengador /Django porte sa croix /That Dirty Story of the West
Italia, 1968  95 min (78min)
Direção: Enzo G. Castellari
Musica: Francesco De Masi   
Roteiro: Tito Carpi, Francesco Scardamaglia, Enzo G. Castellari
Elenco: Andrea Giordana(Chip Gorman), Horst Frank, Gilbert Roland, Pedro Sanchez( Ignazio Spalla), Françoise Prévost,  Stefania Careddu, Thomas Moore,  Gabriella Grimaldi, Ennio Girolami, Manuel Silvester Serrano, Franco Latini, John Bartha (Janos Bartha), Franco Leo, Fabio Pajella, Ugo Aldinolfi, Claudio Trionfi, Giorgio Sammartino, Rocco Lerro
Sinopse: Veterano da Guerra de Secessão, Johnny Hamlet, volta para casa onde descobre que seu pai foi assassinado e sua mãe, Gertrudes,  esta casada com um tio, Claude. Decidido a desvendar o assassinato do pai e vinga-lo, ele tem a ajuda de um velho amigo, o pistoleiro Horácio.

Os muitos cartazes  e capas de DVDs do filme, inclusive, a capa da fotoquadrinização em Ringo, nº 11(1971)
Foi o diretor Sergio Corbucci(1926-1990), realizador de filmes como DJANGO, RINGO E SUA PISTOLA DE OURO e JOE, O PISTOLEIRO IMPLÁCAVEL,  quem teve a idéia para o roteiro deste western, baseado na imortal peça de teatro, Hamlet, de William Shakespeare. Seria ele, também,  o diretor do filme. Mas por razões desconhecidas o filme acabou nas mãos do diretor Enzo G. Castellari, que na época estava se dando bem na direção de westerns; Tinha já em seu currículo POUCOS DOLÁRES PARA DJANGO(1966), TEXAS 1867(1967) e VOU, MATO E VOLTO(1967) e, acho que é consenso geral entre os fãs, que se saiu muito bem nessa insólita adaptação de um clássico erudito, para as paisagens do oeste. O bom roteiro escrito por Carpi e Scardamaglia, lhe permitiu dosar de maneira satisfatória a eloquência shakespeariana a dinâmica dos westerns italianos da época. Todos os personagens da peça estão no filme, com exceção de Laertes; A grande diferença fica por conta do final, onde diferentemente do que acontece na peça, o personagem principal não morre. No Brasil, por volta de 1968, a noticia era que o nome do filme seria “Uccidere  o non Uccidere”, uma alusão ao “ser ou não ser”; Isso não se confirmou, mas nota-se que em inglês, ele aparece em algumas versões com esse titulo.

Ná ótima trilha sonora de Francesco Masi, a bonita canção "Find A Man", cantada por Maurizio Graf. Pode-se escuta-la no you tube( https://www.youtube.com/watch?v=JJEibjESSv4 ) No Brasil, saiu nos cinemas com distribuição original  da Roma Filmes e em DVD saiu em uma ótima versão, lançada pela Ocean Filmes, com o titulo JOHNNY HAMLET, que seria originalmente o titulo do filme; Posteriormente a própria Ocean relançou o DVD, agora com o titulo original usado nos cinemas brasileiros.  Imagem de excelente qualidade, mantendo o formato original das telas de cinema, dublado em português, mas com legendas para o áudio original em italiano. Único senão seria a duração de 78 minutos, diferente da original, que seria de 95 minutos. Também saiu no Brasil, numa fotoquadrinização da saudosa revista RINGO,  da Rio Gráfica Editora, com o titulo OESTE SANGRENTO.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

CRISANTEMI PER UN BRANCO DI CAROGNE, Um Western Raro

Crisantemi per un branco di carogne
(Chrysanthemums for a Bunch of Swine/ If One is Born a Swine/A Wreath for the Bandits )
Italia, 1968 98 min
Direção: Sergio Pastore
Roteiro: Gianni Manera, Sergio Pastore, Scaiola
Musica: Piero Umiliani
Produção: Ezio Trapanese
Com: Edmund Purdom, John Manera( Gianni Manera), Ivano Davoli, Marilena Possenty (Marilena Possenti), Cesar Ojinaga,  Angelo Casadei, Joseph Logan(Enrico Manera), Dean Strano( Dino Strano), Tony Bland, Roman Magnino, Sergio Serghey, Livio Lorenzon, Aïché Nana, Jannette Lenn (Giovanna Lenzi),Lucy Chevalier


Este é considerado um western raríssimo. Teve um lançamento limitadíssimo, não foi distribuído internacionalmente, não saiu em vídeo ou dvds, e, evidentemente, nunca foi lançado no Brasil. E mesmo apesar dos titulos em inglês, usados normalmente para uma virtual distribuição internacional do filme, o site SWDB (https://www.spaghetti-western.net/index.php/Crisantemi_per_un_branco_di_carogne) garante que nunca houve uma versão em inglês deste western. O Diretor Sergio Pastore(1932-1987) teve uma filmografia curta e só fez esse western. Por volta de 1968, anunciou-se que ele estaria filmando um western chamado “Non Tagliarmi la strada... L’amazzo”, que seria baseado na peça Otelo de Shakespeare. Mas nunca achei nenhuma referencia a esse filme, talvez,  então,  ele tenha optado por esse “Crisantemi per un branco di carogne”. A Trilha sonora composta por Piero Umiliani, tem a canção “La balata della carogne" ou “Una trágica história”, cantada por Raoul,  que pode ser ouvida no You tube (https://www.youtube.com/watch?v=9Jg5XQmznr0). Interessante é que a letra da canção é uma narração da história do filme. A história gira em torno de bandido e sua garota, que fogem com seu bando e  se escondem em um monastério. Mas quando o padre local se recusa a casa-los, eles vão embora. Só que este padre sai em sua perseguição.

sábado, 10 de novembro de 2018

O DÓLAR FURADO - Recortes


*O Dólar Furado

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domingo, 4 de novembro de 2018

A OUTRA FACE DA CORAGEM & 5 DÓLARES PARA RINGO-Recortes


*A OUTRA FACE DA CORAGEM
*5 DÓLARES PARA RINGO

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sábado, 3 de novembro de 2018

JOE DINAMITE & 2 PÁTRIAS PARA UM BANDIDO - Recortes

*2 PÁTRIAS PARA UM BANDIDO
*JOE DINAMITE

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EUROFILMES DO ZORRO-Recortes


*ZORRO CONTRA O IMPÉRIO DA ESPADA
*ZORRO-O TEMÍVEL ESPADACHIM
*ZORRO 1976
*ZORRO ATACA DE NOVO
*ZORRO E OS TRÊS MOSQUETEIROS

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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

2 RRRINGOS NO TEXAS & 2 MAFIOSOS NO FARWEST-Recortes


*2 MAFIOSOS NO FARWEST

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quinta-feira, 15 de junho de 2017

LOBO, O BASTARDO



(Il suo nome era Pot...ma, lo chimavano Allegria! / Il Suo nome era Pot /  Django Always Draws Second / Hero Called Allegria / His Name Was Pot... But They Called Him Allegria / Lobo the Bastard /Su nombre era Pot... pero le llamaban Alegria/ Son nom est Pote)
Italia, 1971  98 min
Direção:Dennis Ford(Lucio Giachin) e Slim Alone(Demofilo Fidani)
Musica: Nico Fidenco
Com: Peter Martel (Pietro Martellanza), Lincoln Tate, Gordon Mitchell, Daniela Giordano, Lucky McMurray(Luciano Conti),  Carla Mancini, Erika Blanc, Rick Boyd (Federico Boido), Xiro Papas, Custer Gail (Amerigo Castrighella), Marcel McHoniz( Marcel Maniconi), Joseph Scrobogna (Giuseppe Scrobogna), Frankie Coursy (Franco Corso), Alberigo Donadeo, Fulvio Pellegrini, Sterling Ross, John Deker, Benito Pacifico, Erika Blanc
-Dois irmãos são traídos pela quadrilha da qual fazem parte. Um deles acaba morto e o outro parte para a vingança.
-Apresentação original nos cinemas, pela Famafilmes, em Eastmancolor/Schermo Panoramico. Foi  exibido na TV, com o titulo dos cinemas. Sem evidencias de lançamento em home vídeo(VHS ou DVD).